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  • Foto do escritorRossana Lana

30 anos da Greve dos Golas Vermelhas


Foto: Roberto Parizotti


Há exatos 30 anos, a Ford suspendeu o pagamento do adiantamento salarial dos trabalhadores que não estavam em greve, em represália ao movimento dos Golas Vermelhas (Manutenção e Ferramentaria).


Com isso, os trabalhadores, ao chegarem na empresa e tomarem conhecimento de que seus vales não tinham sido depositados, partiram para o enfrentamento, incendiando e virando alguns carros.


Era uma sexta-feira, parte dos representantes dos trabalhadores estava em reunião com a empresa para negociar saídas para a greve, que já se arrastava e resistia por 40 dias, quando o gerente de RH da Autolatina (Fusão da Volks com a Ford, que aconteceu de 1987 a 1995) recebeu uma ligação dizendo que não poderia mais continuar 'por que a fábrica estava em chamas'.


Imediatamente, Heiguiberto Navarro, o Guiba, e Tsukassa Isawa foram para a fábrica e ao chegar na Avenida do Taboão, se depararam com dezenas de viaturas policiais, impedindo a passagem. Não tiveram dúvida, furaram o bloqueio e, ao serem reconhecidos pela portaria, adentraram a empresa, deixando os policiais para trás.

Ao ver o clarão iluminando a noite em São Bernardo do Campo, Isawa afirmou, em relato sobre o dia 20 de julho de 1990:

"Caralho, fudeu! Carro pegando fogo de um lado, carro pegando fogo de outro, gente sendo retirada da fábrica. É isso que eu lembro".


Mais uma parte: Bagaço, Zé Preto, Betão, Colombo, Rafael, Ross, e todos da Comissão de Fábrica, que estavam minutos antes no Bar da Rosa, também estavam na Ford.


A jornalista da Tribuna Metalúrgica, órgão de imprensa dos Metalúrgicos (na época de São Bernardo e Diadema e hoje Metalúrgicos do ABC), Solange Espírito Santo recebeu o telefonema do Bagaço para acompanhar a tropa e foi.


Ela conta que os companheiros rebelados não queriam envolver o Sindicato na ação e pediram para que ela e o Bagaço deixassem a fábrica.


O dia do 'quebra', como é conhecido pelos metalúrgicos na Ford, é considerado como um importante marco da luta da classe trabalhadora.


Que o espírito da Greve dos Golas Vermelhas nunca nos abandone!










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